Carta para Clarice

Querida Clarice, 

Tenho lido suas cartas e confesso que suas palavras, cada dia mais, tornam-se ensinamentos para a minha existência consciente. 

O sentir  é anacrônico, não é mesmo, Clarice? E apesar de você ter vivido em uma época tão diferente da minha, me reconheço em teus sentimentos tão sinceros, complexos e profundos.
Somos mulheres intensas e essa intensidade nos leva a sentir tudo muito e de tanto sentir, as vezes não sentimos nada e é aí que tudo complica ainda mais, porque é melhor sentir tudo do que não sentir nada e ficar entorpecida diante da vida que pulsa descompassada.

Os tempos atuais são difíceis e interessantes, Clarice. Morro de curiosidade para saber como você lidaria com a pandemia, com o cenário político, com as inúmeras injustiças e ibecialidades que são  postadas 24h por dia na internet. 

Eu até poderia tentar te explicar tudo, mas estou cansada demais, então vou me ater na crença de que onde está, você pode ver tudo e dar risada ou se contorcer, dependendo do caos que consegue ver.

E se ainda não ficou claro para você porque te escrevo, vou apenas dizer que é para te agradecer. Quando leio suas palavras aprendo, me reconheço e me curo. E quando te escrevo me liberto e me reencontro.

Obrigada, Clarice por ter escrito e deixado  um legado de sentimentos. Você me inspira a escrever e viver.







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