Fila com " f " de fragilidade e força
Na fragilidade esconde-se uma força que desconhecemos. A minha equivale ao que me tira do sério e promove reações que antes eu controlava e aceitava, até destilar o ódio contido no silêncio e no medo de machucar-me, ainda mais, ferindo o outro.
Descobri isso cedo, eu tinha 4 anos. A fila na escola ensinou-me a primeira lição da vida: Minha mãe não me criou pra ser mal tratada. Lembro-me que no jardim de infância havia uma menina que me beliscava na fila e eu não reagia, porque aprendi que a escola era um lugar pra ser educada, comportada e evitar encrencas. Engolia a dor e a raiva e continuava a suportar a situação. Até que minha mãe ao me arrumar pra escola percebeu umas marcas em mim e perguntou o que era aquilo. Quando eu contei, ela olhou o meu rosto e puxando o meu braço e apontando as manchas roxas, gritou:
_Se você deixar ela judiar de você de novo, vai se ver comigo! Vou te bater, se aparecer em casa com mais uma marca dessas! Não criei você pra isso.
Então, no dia seguinte, minha mãe deu o comando ao meu irmão que me levava a escola:
_ Fique de olho! Quero saber de tudo! E lá fomos nós.
Há uns três beliscões que a menina não aparecia, mas naquele dia, enquanto eu conversava com uma amiguinha na fila, ela veio com tudo e me deu um daqueles de pontinha de dedo, que pega a pessoa desprevenida e eu gritei, porque doeu. Ela riu e debochou de mim. Eu olhei para o meu irmão que concentiu com a cabeça. O apoio dele e as palavras da minha mãe fizeram eu tomar coragem, ganhar força e voar em cima daquela garota maior do que eu. Eu a Joguei no chão e rasguei o uniforme dela, arranquei a fita do cabelo e fui batendo, até que a inspetora veio interferir e minha professora tomada de surpresa, disse:
_ Minha aluna, o que houve? Essa não é você. E eu gritei, chorando e olhando a menina com raiva :
_ É que eu não sou mais boba e não o vou mais levar beliscão! Nunca mais!
Fui levada pra direção, onde aguardei sentada que meu irmão chegasse com a minha a mãe a pedido da diretora. Mamãe não demorou, parecia saber o que ía acontecer. Assim que chegou ela entrou na sala sem nem dizer bom dia e já foi falando:
_ Eu não criei minha filha pra bater, mas muito menos pra apanhar e foi levantando a manga do meu uniforme e mostrando as justificativas pra o que havia dito. Ela exigiu que fosse tomadas providências ou ela iria ao diretor geral e a Secretaria.
Saímos da sala regidas pela forte presença da minha mãe, enquanto a menina beliscona entrou chorando acompanhada de um responsável, que minha mãe encarou, avisando:_ Quem bate não lembra, mas quem apanha não esquece!
A menina saiu da escola e eu que tinha 4 anos fiquei lá até os 17, mas nunca mais sofri nem sequer um beliscão.
Descobri isso cedo, eu tinha 4 anos. A fila na escola ensinou-me a primeira lição da vida: Minha mãe não me criou pra ser mal tratada. Lembro-me que no jardim de infância havia uma menina que me beliscava na fila e eu não reagia, porque aprendi que a escola era um lugar pra ser educada, comportada e evitar encrencas. Engolia a dor e a raiva e continuava a suportar a situação. Até que minha mãe ao me arrumar pra escola percebeu umas marcas em mim e perguntou o que era aquilo. Quando eu contei, ela olhou o meu rosto e puxando o meu braço e apontando as manchas roxas, gritou:
_Se você deixar ela judiar de você de novo, vai se ver comigo! Vou te bater, se aparecer em casa com mais uma marca dessas! Não criei você pra isso.
Então, no dia seguinte, minha mãe deu o comando ao meu irmão que me levava a escola:
_ Fique de olho! Quero saber de tudo! E lá fomos nós.
Há uns três beliscões que a menina não aparecia, mas naquele dia, enquanto eu conversava com uma amiguinha na fila, ela veio com tudo e me deu um daqueles de pontinha de dedo, que pega a pessoa desprevenida e eu gritei, porque doeu. Ela riu e debochou de mim. Eu olhei para o meu irmão que concentiu com a cabeça. O apoio dele e as palavras da minha mãe fizeram eu tomar coragem, ganhar força e voar em cima daquela garota maior do que eu. Eu a Joguei no chão e rasguei o uniforme dela, arranquei a fita do cabelo e fui batendo, até que a inspetora veio interferir e minha professora tomada de surpresa, disse:
_ Minha aluna, o que houve? Essa não é você. E eu gritei, chorando e olhando a menina com raiva :
_ É que eu não sou mais boba e não o vou mais levar beliscão! Nunca mais!
Fui levada pra direção, onde aguardei sentada que meu irmão chegasse com a minha a mãe a pedido da diretora. Mamãe não demorou, parecia saber o que ía acontecer. Assim que chegou ela entrou na sala sem nem dizer bom dia e já foi falando:
_ Eu não criei minha filha pra bater, mas muito menos pra apanhar e foi levantando a manga do meu uniforme e mostrando as justificativas pra o que havia dito. Ela exigiu que fosse tomadas providências ou ela iria ao diretor geral e a Secretaria.
Saímos da sala regidas pela forte presença da minha mãe, enquanto a menina beliscona entrou chorando acompanhada de um responsável, que minha mãe encarou, avisando:_ Quem bate não lembra, mas quem apanha não esquece!
A menina saiu da escola e eu que tinha 4 anos fiquei lá até os 17, mas nunca mais sofri nem sequer um beliscão.
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