Encontro às cegas

 Eu dei no primeiro encontro. Não resisti. Depois de uma ou duas taças de vinho em um dia frio de inverno, debaixo do cobertor cada peça de roupa parecia querer sair do meu corpo. Senti a pele fervilhar enquanto me despia. As mãos percorriam cada centímetro. Sentia meu fôlego faltar. Eu queria mais, corpo transpirava desejo. Eu me via em chamas mesmo molhada. Não havia como parar o tesão que escorria pelos dedos. Eu comandava ao mesmo tempo em que me entregava. Perdia o fôlego e o eixo até me encontrar plena, nua e em gozo, dona de mim. Depois desse dia, marquei muitos primeiros encontros comigo e advinha? Dei em todos eles.

Clarice.



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